Um relatório da RAND Corporation (Why Sleep Matters, 2016) estimou que a falta de sono custa aos Estados Unidos até US$ 411 bilhões por ano, o equivalente a cerca de 1,2 milhão de dias de trabalho perdidos. O estudo é americano, mas a lógica vale para qualquer empresa: quem dorme mal tende a render menos e a faltar mais.
Sono e saúde
Durante o sono, o cérebro consolida memórias e se recupera do dia. A privação crônica:
- Piora a capacidade de tomar decisões
- Aumenta erros de atenção em tarefas repetitivas
- Eleva marcadores inflamatórios
- Está associada a maior risco de doenças metabólicas
O custo para as empresas
Além da queda de produtividade, o sono ruim aparece em acidentes, faltas e afastamentos. O custo exato varia de empresa para empresa, e o jeito mais direto de enxergar o seu é acompanhar faltas, afastamentos e saídas ao longo do tempo.
Higiene do sono: o básico funciona
Não é preciso tecnologia cara. As práticas recomendadas são simples e gratuitas:
- Horário fixo para dormir e acordar (inclusive nos fins de semana)
- Menos tela na última hora antes de dormir
- Quarto escuro, silencioso e fresco
- Evitar cafeína no fim da tarde e à noite
O papel do RH
Flexibilidade de horário, reuniões que terminam no horário combinado e uma cultura que não valoriza "heróis sem dormir" são medidas sobre a organização do trabalho, e cabem ao RH e à liderança. No Vale Wellness, o RH vê as respostas de bem-estar do time somadas no painel, com 5 respostas ou mais, sem expor ninguém. É um termômetro do time, não um diagnóstico.